Um dia como outro qualquer
...para umas actualizações no blogue. Afinal, é Domingo, estou a trabalhar, e deve haver umas paradas a desviar a populaça dos serviços de urgência. Este que se transformou num 'baby blogue' tem andado abandonado. Não por falta de matéria, mas por falta de tempo. A culpa não é do santo, que esse já dorme as noites inteiras, mas por causa de trabalho, muito trabalho: clínico, investigação, intelectual-reaccionário e, para arrependimento de muitos, guitarra.
Um casal amigo e noivo lançou o desafio aos restantes amigos: fazer nascer um coro para os acompanhar no matrimónio. Lá tive que correr à procura da minha guitarra acústica, que andara em tempos perdida por Liverpool. Nunca fui grande guitarrista e não espero tornar-me um agora. Mas das cordas já começa a sair qualquer coisa parecida com música. A vítima das audições não podia deixar de ser o filhote. É, de lá de casa, o único que ainda não consegue fugir. O que anda em quatro patas e ladra, esconde-se na cozinha. A senhora bípede com quem me casei reclama com a voz. Se não fosse a voz... o resto até está mais ou menos. Mais ou menos? Consigo manter o bebé atento e sem chorar durante 5 músicas. A criança só chora quando chego ao Pai-nosso cantado ao ritmo do 'We are the world' do Michael Jackson. Quem não chora?

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